Como ainda sou muito novo nesse tal de blog, fiquei dando uma olhada em blogs recém saídos do forno, como o meu.
leiam o que eu achei:
Oi pessoal,
Eram 9:20, quando eu fui bipada, eu estava no meio do filme "Love Story". Fiz a ligação, era uma voz de garoto que atendeu, no fundo dava para ouvir conversas e música alta. Ele parecia meio embriagado, eu perguntei por que ele tinha me bipado. Ele respondeu que queria duas garotas para fazer um strip-tease na festinha dele. Perguntei para a Fada se ela tava disposta, ela só gesticulou dizendo q não. Então eu disse a ele que só uma estava disponivel. Ele aceitou assim mesmo, mas falo que tinha de ser rápido. Eu disse o preço, ele concordou e me deu o endereço. Era perto de casa, então eu me arrumei e fui a pé.
Normalmente não aceito strip-tease, mas ainda to mal de grana e quero viajar. O motivo é que, sempre é uma bagunça, sempre são mais de 10 rapazes e todos bebados. Eles ficam tentando me enfiar o dedo na bunda ou na vagina, principalmente quando eu to fazendo o boquete para alguem. Era uma apartamento de universitários, quem me recebeu foi um cara que já tinha sido meu cliente. Ele me ofereceu bebiba e uns salgadinhos, eu agradeci mas não aceitei. Como sempre, eram todos homens, bebados e tarados. Menos um , estava no canto da sala, sentado, bebendo um refrigerante. Tinha uma mesa no meio da sala, eles perdiram que o strip fosse feito emcima.
Subi na mesa, e começei a tirar a roupa, e como sempre eles ficaram passando a mão. Eu terminei o strip em uns 20 minutos, e vesti minha calçinha. Então eu perguntei para quem seria o boquete, todos apontaram para o rapaz do refrigerante, ele fico meio sem jeito. Eu fui na direção dele, e perguntei se ele queria, ele não respondeu. Os amigos atacaram ele, e tiraram a calça dele a força. O penis dele tava ereto, então eu pedi pra ele não gozar em mim. Mas não deu mais que 2 minutos ele acabo gozando no meu cabelo, que raiva. Eu fiz como que não tivesse muito problema, pra o garoto não ficar sem jeito. Ele ficou pedindo desculpas, enquanto os outros ficavam gritando bobeiras.
Eu vesti minha roupa, e pedi o dinheiro. Eles me deram um monte de notas amaçadas, eu contei tava tudo certo. Então fui no banheiro deles, que fedia urina, e peguei um papel e fiquei tentando tirar a porra do meu cabelo. Tirei bastante, mas só no banho ia sair o resto. Eram 10:40 quando eu sai de lá, fui direto para casa.
Quando eu cheguei, e a Fada viu meu cabelo, ela deu risada e tirou um sarro. Eu nem ouvi, peguei minha toalha e fui pro banho. Consegui tirar tudo. Vesti meu pijama e terminei de assistir o filme. Que filme triste.
Já eram mais ou menos meia noite ,fui durmi.
Acordei, eram 10h, eu fui direto para o Banco. Do Banco para a academia, e depois fui almoçar. Encontrei o Pedrão, um velho amigo, no restaurante. Ele estudava comigo na Facu, e já foi namorado da Fada, fazia mais de um ano que eu não o vi. Então ele me disse o motivo, ele moro um ano na Europa, ficou viajando por lá.
Ele fico me perguntando da Fada, eu espero que eles possam voltar. Ele é mt gente boa, eu to fazendo o possivel, eu convidei ele para aparecer em casa na quinta de tarde. Quando eu falei para a Fada, ela quase deu um pulo de alegria. Ela não está namorando, e ela gosta muito dele. É o Beto dela ( em falar nisso, o Beto ainda não me ligo hj ). Hoje eu já tenho um cliente marcado, um empresário que sempre me contrata pra ir as festas com ele, então vou tirar meu longo vermelho do armário e treinar minha risada falsa.
Beijos, : )
FRANCISCO LINHARES - 2:15 PM
Comments: Não pense, clique.
O maravilhoso mundo da Lomografia.
Antes de explicar que diabos é a Lomografia, vamos conhecer seus 10 mandamentos:
1. Leve sua câmera para todo lugar que você for
2. Use-a a qualquer hora, de dia e de noite
3. Lomografia não é uma interferência na sua vida, é parte dela!
4. Você não precisa olhar no visor para tirar uma boa foto
5. Se aproxime do seu objeto de desejo lomográfico o mais que puder
6. Não pense!
7. Seja rápido!
8. Você não precisa saber o que fotografou até revelar o filme
9. E nem depois!
10. Não ligue para as regras!
Soube desse negócio maluco por causa de uma reportagem, há 1 mês mais ou menos, no Caderno Ela, do O Globo.
Fiquei com as maquininhas na cabeça até encontar, em Sampa, uma lojinha que as vendia. Êxtase!!!
A Lomo Kompakt Automat (LKA) foi inventada na Ex-União Soviética, mais precisamente em São Petersburgo, por um general russo que queria construir uma câmera que fosse acessível a toda à família socialista. Uma máquina barata e automática. A Lomo virou cult quando o muro caiu. Estudantes vienenses numa visita a algum país do Lesta Europeu se apaixonaram pelas maquininhas e começaram a importá-las para a Áustria. Nascia a Sociedade Internacional Lomográfica. Mas, afinal, qual é o motivo de tanta adoração? Suas lentes especiais fazem com que praticamente tudo fique em foco. E o resultado, muitas vezes, é inusitado. Você não tem muito controle sobre o objeto a ser fotografado, e por isso a revelação se torna um grande mistério. A sociedade cresceu tanto que eles inventaram outras maquininhas baseadas na original russa. São ao mesmo tempo retrô e futuristas. De plástico, mas com um design super cool. São elas a Action Sampler, que divide o negativo em quatro, a Pop 9, em nove campos, e a Super Sampler ( a que eu comprei), que divide em quatro tirinhas com um intervalo de tempo entre elas. Ou seja, você aperta uma vez o botão e ela tira quatro fotos num intervalo de dois segundos. E tudo sai na mesma impressão!
As russas continuam sendo as preferidas por que tem lentes melhores e não precisam de muita luz.
Outro grande barato dessa Sociedade é o seu site: www.lomography.com. Nele, você participa de concursos mensais, pode fazer seu álbum de fotos, concorre à vales na seção de compras on-line, faz animações com suas fotinhas de Super Sampler. Existe até um mecanismo de busca, com mais de 32.000 fotos enviadas por lomomaníacos de todo o mundo.
Como eu ainda não tenho um scanner, não pude enviar minhas fotos tiradas em Sampa pro site, mas em breve darei um jeito nisso.
Se o Che Guevara tivesse vivo poderia ser um ótimo garoto propaganda para a Lomo. O que vocês acham?

FRANCISCO LINHARES - 2:07 PM
Comments:
Terça-feira, Abril 29, 2003
Caralho, to tomando porrada do computador. O lugar pra colocar os comentários cada hora fica num lugar diferente!?
Professor Blog, me ajude!
FRANCISCO LINHARES - 6:50 PM
Comments: Skol Beats 2003
No final das contas deu tudo certo. Isso porque, no começo, a cerveja se recusava a descer redonda.
Por causa da reclamação de moradores vizinhos, o Skol Beats teve de se mudar para o Anhembi, o sambódromo paulista. Ou seja, em vez das montanhas, da grama e das curvas de Interlagos, local dos outros 3 festivais anteriores, tivemos que nos contentar com uma grande linha reta de cimento. Andar, só se for pra frente.
Quem já foi nos anos anteriores sabe do que estou falando. Uma festa ao ar livre precisa de ar puro e de um bom lugar para se descansar, afinal, são 17 horas de música ininterrupta. Quando cheguei, tava me sentindo num planeta estranho. Pensei que talvez fosse por isso que o comercial de TV do Skol Beats tinha um tema alienígena. Além da linha reta, outro ponto negativo foi a distância entre o Outdoor Stage e as tendas temáticas (que cada vez mais se misturam, salvo a Movement, de Drum and Bass). Como tem coisa boa rolando em vários lugares na mesma hora, ficava muito difícil ir andando de um lado para o outro a todo momento.
Bom, vamos ao festival propriamente dito, o melhor Skol Beats em termos de atrações, já que no primeiro eu só ouvia db, no segundo eu não fui e no terceiro praticamente eu só assisti ao show do Groove Armada. Os destaques foram três: Junkie XL, Stereo MC´s e LTJ Bukem.
Devo ter chegado no Outdoor Stage na segunda música do holandês Junkie XL, porque soube que ele abriu sua apresentação com o remix da música do Elvis, "A Little Less Conversation". Mesmo assim, curti muito seu set. Só não me perguntem o que o cara tocou. Foi uma misturada bastante pesada, de pular como se estivesse num show de rock. E olha que assisti praticamante careta, tava morrendo de medo dos seguranças, dos policiais militares e da polícia civil!!!
Às 23:30, também no Outdoor, só que agora nem um pouco careta, rolou a apresentação da banda inglesa de hip-hop sofisticado, Stereo MC´s. O show não agradou a maioria, o que era previsível. Eles são muito pouco eletrônicos para um festival como o Skol Beats, e além disso, só tem dois hits no Brasil, Step it Up e Connected. Uma pena, porque foi um showzão. Já tinha assistido a um show dele esse ano, em Amsterdam, e foi quase o mesmo set-list, só que um pouco mais curto. Seu último disco de estúdio, Deep Dow and Dirty, é uma obra prima.
Logo depois, fui conferir a grande atração do festival, o motivo pelo qual o db ainda não morreu, o inglês LTJ Bukem. Seu db é uma categoria à parte. É uma música sofisticada, cheia de climas, boa de dançar e de ouvir sentado no sofá. Talvez seja por isso que os manos da periferia de sp, os maiores fãs de db do brasil, literalmente cagaram pra ele. Sua apresentação foi ainda melhor porque contou com os vocais do MC Conrad, muito melhor que o melhor MC de hip-hop. Já devidamente em Zion, tudo que tive que fazer foi viajar. Seja de olho fechado, seja assistindo ao vídeo anti-bush do VJ Spetto, que conseguiu fazer a galera vibrar mais que o próprio DJ e produtor. Segundo o site da Erika Palomino, LTJ estava mixando ao vivo para a série Progressions Sessions, e por isso seu set só tinha músicas inéditas. Concordo com meu amigo Bruno, que diz que boa parte da galera sentou não por causa das músicas não conhecidas, mas sim por que não gostam do som do cara, que é muito mais light do que o dos outros. Não sabem de nada
De 3:30 até a hora que fui embora, 7:30, não vi nada que me deixasse muito empolgado. Até queria ver os The Youngsters, franceses que fazem um house bem cool, mas eu tava do outro lado com muita preguiça de andar e sentindo o corpo dar os primeiros sinais de cansaço.
Foram pelas boas atrações que a skol desceu redondinha no final. Quem sabe ano que vem eles conseguem um lugar mais bacana?
FRANCISCO LINHARES - 3:44 PM
Comments: Para começar o meu blog, nada melhor que falar sober a coletânea que fiz recentemente. Me senti um pré-adolescente, gravando fitinhas pra ouvir no recreio, pra levar numa trip, ou pra simplismente mostar aos amigos. Há muito tempo que não fazia algo parecido, isso porque só agora pude comprar um gravador de CD´s. O bom é que você não precisa mais ter tantas fontes, basta baixá-las na Internet. Viva a tecnologia!
FRANCISCO LINHARES - 1:36 PM
Comments: Bass Odissey. Vol 1
1. King Tubby - Jamaican Collie (Version)
Dub de "I Love to Smoke Marijuana", do Linval Thompson. Não poderia começar de o disco de outra forma.
2. Jacob Miller e Inner Circle - Healing of the Nation.
Música da época que o Inner Circle era uma super banda ( muito, mas muito antes de Bad Boys ). No One Love Concert de 78 eles tocaram depois de Bob Marley. É bem o estilo de reggae que eu gosto, acelerado, com uma super linha de baixo.
3. King Tubby/ Augustus Pablo - The Big Rip-Off
Dub de Forward Jah Jah Children do Jacob Miller. Esse é melhor dub do disco Ital Dub, primeira colaboração de Tubby e Pablo, a melhor dupla da Jamaica. Os destaques ficam certamente pra bateria frenética e os efeitos. De 75.
4. Keith Hudson - Michael Talbot Affair
O riddim é The Exile Song. Hudson era um dos produtores mais undergrounds da jamaica e foi bastante incensado pelos ingleses. Esse dub é do clássico Pick a Dub, de 74. Um disco bem cru, bem "drum and bass". O motivo de destaque dessa música é justamente o fato dela ser mais suave que as outras. Perfeita pra relaxar.
5. The Impact All Stars - Oh Jah Dub
Dub de Oh Jah Come, de Ta-Teasha Love. Produzido por Clive Chin e mixado por ele e Errol Thompson, o famoso E.T. Gosto do tom meio macabro dela. Além é claro do baixão. Vem do disco Randy´s Dub, de 75. A base é do Aston "Family Man" Barret, lendário baixista dos Wailers.
6. Prince Jammy - Jah Loves Rockers Dub
Por incrível que pareça dub e jazz tem tudo a ver. Quando King Tubby e seus discípulos mixavam era como se tocassem um instrumento musical como qualquer outro. E um bom músico precisa saber improvisar. Coisa que eles sabiam fazer com maestria. Reparem na melodia de Take Five, do David Brubeck, na flauta.
7. Jah Stitch - Greedy Girl
O DJ manda ver sobre Don´t try to use me, do Horace Andy.
Adoro quando rola uma interação entre o vocal original e o comentário do DJ. Uma das melhores linhas de baixo de todos os tempos!
8. Junior Soul( Aka Junior Murvin) - Super Soul( Aka Give me your love)
Cover em versão reggae do clássico do disco Superfly, de Curtis Mayfield. Músicaa do Junior Murvin, produzida por Clive Hunt, antes da fase Police And Thieves. Covers de soul e funk eram muito comuns na Jamaica mesmo com o advento da fase mais Roots. Essa é uma das melhores da coletãnea de regravações "Soul from Jamdown".
9. Horace Andy - Nice and Easy
Também com uma levada soul/funk, essa música foi produzida por Bunny "Stricker" Lee, responsávell pelas melhores gravações, junto com Coxsone Dodd, do melhor cantor jamaicano. Seu falseto imcomparál levou o reggae e o dub a novos horizontes com a banda eletrônoca inglesa Massive Attack.
10. Althea and Donna - Uptown Top Ranking
Música mais pop do disco, usa o riddim "I´m still in love with you". As meninas fizeram um sucesso tremendo com essa música produzida por Joe Gibbs usando a banda Sly and the Revolutionaries. Foi Top One nas paradas inglesas.
11. Dr. Alimantado - Best Dressed Chicken in Town
Produzida pelo próprio doutor e mixada por Lee "Scratch" Perry, essa música é uma das mais mais bizarras e esquisitas já feitas na Jamaica. Usa o riddim "Ain´t no Sunshine".
12. Mikey Dread - Break down the Walls
Mikey é um sujeito fantástico. Discípulo de King Tubby, cantor, DJ e produtor, ele foi o primeiro jamaicano a ter um programa de rádio que tocava reggae de qualidade, o Dread at the Controls. Seu programa era tão bom, que o The Clash levou-o em turnê para aquecer o público com seus reggaes e dubs.
13. Barrington Levy - Bounty Hunter
Tirada do primeiro disco de Barrington Levy, Bounty Hunter. Com produção de Henry "Junjo" Lawes, o principal produtor de dancehall, e a melhor banda da época, o Roots Radics, esse disco de 79 foi um dos primeiros a contar com as batidas pesadas e secas desse gênero. Não só muda a música como mudam as letras. Os temas mais rastas ficam de lado, enquanto que temas mais hedonistas e o culto ao dancehall (pista de dança) ficam em primeiro plano.
14. Prince Jammy - Fatter Dub
Dub de uma versão de Jack Mitto para o clássico riddim "Fattie Fattie", um original dos Heptones. Essa música é uma ode as gordinhas! Genial
15. The Mighty Two - Guetto Slum
Riddim "Frozen Soul", popularizado pela Love Won´t Come Easy dos Heptones. Música da série de dub African Dub All Mighty. No caso, o chapter 4 de 79. Produzida por Joe Gibbs e mixada por E.T, esses 4 discos, especialmente o terceiro, são bastante reverenciados nos soundsystems. As músicas geralmente são regravações de clássicos de rocksteady dos estúdios Studio One e Treasure Isle em versões atualizadas, mais pesadas e militantes: os ROCKERS.
16. King Tubby - Israelite Children Dub
Dub de Children of God, do Philip Frazer, com produção de Bertrand Brown e sua banda Soul Syndicate. Essa música jé é favorita hé tempos. Gosto de dubs assim, macabros, dread. A linha de baixo é sem comentários, bastante diversificada e pesadona.
17. Welton Irie - Lambs Bread International
Como o disco está acabando, temos que voltar a marijuana, ou lambs bread. Reparem na letra. Conta a sensacional história de um traficante dread que se chamava Fred e que acabou atrás das grades. Produzida pelo underground Glenn Brown, usa o riddim Save the Nation. Essencial.
18.The Prophets and Trinity - King Pharaoh´s Plague discomix
Quando o Trinity interrompe o Yabby You dizendo que está tudo bem é a glória. Que linha de baixo matadora! Produção de Yabby You, um dos caras mais rastas da Jamaica, apesar de substituir a figura central de Selessie por Jesus Cristo. Era conhecido como Jesus Dread. Agora cá entre nós, por que será que o Trinity nunca veio ao Brasil?
19. Aswad - Warrior Charge.
Tinha que colocar pelo menos uma música que não fosse feita na Jamaica. Botei o Aswad porque nos seus primeiros anos eles não deviam nada a nenhuma banda da ilha. Não chega a ser um dub, é mais um instrumental mesmo.
20. King Jammy and The Roots Radics Band - The Son of Darth Vader.
Ficção científica, faroeste e kung-fu sempre foram favoritos na Jamaica. Dub do começo dos anos 80, produzido por Linval Thompson. Reparem como o príncipe virou rei.
21. Thompson´s All Stars - Rock me in Dub
Os discos da Trojan trazem sempre problemas com relação aos créditos. Tenho quase certeza que esse dub matador é do Scientist. No disco Hi-Fidelity Dub Sessions 3, parte da melhor série de dub moderna, tem uma versão picareta dessa música. Picareta porque o tal de Nick Holder só acelerou um pouco a batida, transformando-a num dub-house.
FRANCISCO LINHARES - 1:31 PM