Descobri na biblioteca da minha sogra, o livro "Steal This Book", escrito na cadeia em 1970, por Abbie Hoffman, clássico da contra-cultura americana e espécie de guia prático de sobrevivência (sem gastar um mísero centavo) na verdadeira prisão, a América. Um crítico do jornal The Guardian, afirma que o livro, na verdade, é um teste para saber se existe ou não liberdade de expressão nos Estados Unidos. Sei não, hein.
Em Amsterdam, no começo do ano, me deparei com um zine invocado chamado "Fuck Amsterdam", com dicas de tudo o que há de mais underground na cidade. Não tinha entendido o porquê do nome até me deparar com o tal livro, onde nos últimos capítulos (Fuck L.A, Fuck Chicago, Fuck N.Y...) ele se dedica a esmiuçar o que há de mais trash, escondido e, é claro, gratuito nas principais cidades americanas. O livro também é a inspiração para o último álbum da banda System Of A Down, "Steal This Album".
No total espírito da obra, clique aqui para ter o livro inteiro em suas máquina.
FRANCISCO LINHARES - 12:54 PM
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Quinta-feira, Junho 26, 2003
Alphaville
Se você ainda não viu Alphaville, de Jean Luc Godard, corra hoje até o Estação Botafogo 2, é o último dia em cartaz desse filmão. Quero comentar aqui alguns aspectos bastante interessantes que me chamaram a atenção. Antes de mais nada, Alphaville é um filme de ficção científica sem efeitos especiais, reforçando a idéia de que não estamos falando de futuro, e sim de presente. já que Alphaville é a Paris dos anos 60.
O primeiro ponto é o uso que o herói faz da tecnologia (câmera, revólver, rádio transmissor e o Ford Galaxie) para derrotar a máquina controladora. Tecnologia contra tecnologia. Ok, a grande arma de Lemmy Caution é sua própria inteligência - a cena em que ele enrola Alpha 60 com poesia e charadas é sem comentários - mas se for feita uma análise mais profunda, veremos que Caution (e Godard, como o autor do filme) utiliza a mesma tecnologia que cega as pessoas, deixando-as todas iguais, sem emoção e individualidade, para mudá-las. É uma afirmação de que o indivíduo tem força para exercer mudanças no coletivo.
Outro ponto bacana, e desta vez completamente bizarro, é o modo em que as pessoas que não conseguem se adaptar a cidade são fuziladas: numa piscina olímpica! E o que são todas aquelas moças com facas que vão buscar o corpo e terminar o serviço esfaqueando o cidadão?
Se você for até o Estação e não gostar, pelo menos pode ficar na compania de Ana Karina (casada 9 anos com Godard), uma das atrizes mais bonitas do cinema.
FRANCISCO LINHARES - 1:19 PM
Comments: Música do dia: "Darker Shade Of Black" - Jackie Mittoo
FRANCISCO LINHARES - 11:09 AM
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Segunda-feira, Junho 23, 2003
Gênio
by Andrew Abb
Six Reasons Why Lee 'Scratch' Perry's Birthday, March 20th, should be an International Holiday.
No. 1.
Lee 'Scratch' Perry wrote, arranged, and performed "I Am The Upsetter", one of the most vicious attacks of a former employer in the history of Jamaican music. Aimed straight at the head of Clement 'Coxsone' Dodd of Studio One, it probably still gives the old guy worries.
No. 2.
Lee 'Scratch' Perry captured one of the wildest saxaphone solos around, Val Bennett's tenor sax wig out in "Return Of Django". Pure menace!
No. 3.
Lee 'Scratch' Perry wrote "Duppy Conquerer" for The Wailers and produced what many believe to be their finest work.
No. 4.
Lee 'Scratch' Perry hired bass player Boris Gardiner after Aston 'Familyman' Barrett left to join The Wailers. Gardiner is a true unsung hero whose deadly basslines power some of Perry's finest Black Ark studio tracks of the early and mid-70's.
No. 5.
Lee 'Scratch' Perry produced "Blackboard Jungle in Dub", the first stereo Dub album and a constant in critics' Top 10 lists of the best Dub albums of all time.
No. 6.
Lee 'Scratch' Perry burned down his studio.
Pra ouvir a música de Lee Perry, artista fundamental do blog, uma boa é ouvir a rádio online black ark ou então baixar essas músicas:
.Open the gate- Watty Burnett
.Cross Over - Junior Murvin
.Cane River Rock - The Upsetters
.Norman (Domino Version) - Max Romeo & Jah Lion
.Yagga Yagga - Lee & Jimmy
.Public Jestering - Judge Winchester
.Kentucky Skunk - The Upsetters
.Oh Me Oh My - Bree Daniels
.A Place Called Africa - Junior Byles
.Fussing & Fighting - The Wailers
.Dreadlocks and Moonlight
.Pussy Galore
.Sipreano
.Train to Doomsville
.Bury The Razor
.Too Much Money
.Roast Fish and Cornbread
.Jah Jah Ah Natty Dread
.Sipple Out Deh - Max Romeo
.Such is Life - Lord Creator
.Congoman - The Congos
.History - Carlton Jackson
.City Too Hot - Lee Perry
.Travelling - Debra Keese
.Know Love - Twin Roots
.Mr. Money Man - Danny Ainsworth
.Vibrate On - Augustus Pablo
.Jungle Lion
.Set Them Free
.Return Of The Super Ape
.Zion´s Blood
FRANCISCO LINHARES - 6:37 PM
Comments: Leia aqui uma entrevista com Tony Wilson, o grande astro do ótimo filme "24 Hour Party People", imperdível pra quem gosta de música.
FRANCISCO LINHARES - 6:35 PM
Comments: Ficção X Realidade
Com esse papo todo de realidade virtual e máquina x homem, me lembrei de um conto do célebre escritor de ficção científica Ray Bradbury. "The Veldt" ( A Savana, em português), conta a história de uma família abastada que se vê diante de sérios problemas devido as maravilhas tecnológicas da sua própria casa. O vilão da vez é o quarto do casal de crianças, capaz de ler a mente delas e projetar tudo nas paredes de vidro. O objetivo é proporcionar o maior e melhor brinquedo de todos os tempos, literalmente viver no mundo da imaginação, e ao mesmo tempo estudar a cachola dos moleques com o suporte de um psicólogo.
A história muda de figura quando o pai começa a se queixar da superficialidade em que vive, onde tudo é feito sem o menor esforço, de amarrar os sapatos a subir as escadas, de assar um bolo a tomar banho, e propõe que se desligue a casa por um mês, ou seja, que se interrompa as funções inteligentes e automáticas. O que ele não contava é com a reação violenta dos filhos, que ao invés de pensarem em coisas "fofinhas", passam a imaginar coisas assustadoras como uma savana africana cheia de leões famintos. Ao entrar no quarto, o pai, aterrorizado, sente dúvidas se o que está vendo é real ou imaginação. É tudo tão perfeito que ele sente até cheiro de sangue. O psicólogo, chamado às pressas, manda desligar o quarto imediatemente, identificando uma afeição dos filhos pela máquina maior que a deles pelos pais. Na conversa entre os dois, o pai diz sentir que o quarto não vai gostar de ser desligado. A resposta do psicólogo é de dar frio na espinha: "ninguém gosta de morrer, até memo um quarto." As crianças, histéricas, clamam por uma última noite e...
Esse conto de 1950 aborda questões bastante presentes no mundo de hoje. Do jeito que a situação mundial está e estará, não me deixa dúvidas de que muita gente vai preferir viver em outras realidades do que no mundo real. No primeiro Matrix há uma cena que toca neste assunto, quando o personagem Cypher prefere viver na ilusão do que no mundo real.
A obra mais famosa de Bradbury é Fahrenheit 451, o menos famoso da "trilogia totalitária" ( "1984" e "Admirável Mundo Novo"), mas que deve ganhar mais projeção em vista do remake para o cinema que será dirigido por Frank Darabont. Ah, o original é do Truffaut.
FRANCISCO LINHARES - 3:27 PM
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Sexta-feira, Junho 13, 2003

FRANCISCO LINHARES - 1:39 PM
Comments: Música do dia: "Bass Power" - U-Roy e Horace Andy
FRANCISCO LINHARES - 1:08 PM
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Quinta-feira, Junho 12, 2003
O Tratado do Lobo da Estepe
FRANCISCO LINHARES - 12:18 PM
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Quarta-feira, Junho 11, 2003
Zion Train no Brasil
Acabei de achar isso na Internet!!! A fonte é o dubport, site camarada do Zion Train
.29th August - Zion Train Sound System
with Molara and Johno (Expresso Brazil, São Paulo, Brazil)
.30th August - Zion Train Sound System
with Molara and Johno (Espaço das Americas, São Paulo, Brazil)
.31st August - Zion Train Sound System
with Molara and Johno (Clube Primeiro de Maio, São Paulo, Brazil)
FRANCISCO LINHARES - 3:26 PM
Comments: Música do dia: "I & I Survive" - Burning Spear (Sub Dub remix)
FRANCISCO LINHARES - 3:15 PM
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Terça-feira, Junho 10, 2003
Segundo o The Rough Guide Reggae, de Steve Barrow e Peter Dalton, esses são os discos essenciais de dub:
.Rodigan´s Dub Classics - Serious Selections Volume One
·Niney - Dubbing With The Observer
·Keith Hudson - Pick a Dub
·Lee Perry - Blackboard Jungle Dub
·King Tubby´s Prophecy of Dub (produção de Yabby You)
·Augustus Pablo - King Tubbys meets Rockers Uptown
·Lee Perry - Super Ape
·Dub Store Special (produção de Coxsone Dodd)
·Dub Gone Crazy: The Evolution Of Dub At King Tubby´s 1975-1979
·Dub Gone 2 Crazy: In Fine Style 1975-1979 (ambos com produção de Bunny Lee)
·Vital Dub Strictly Rockers (produção de Joe Joe Hookim)
·African Dub All Mighty Chapters 1, 2 & 3 (produção de Joe Gibbs & Errol Thompson)
·Harry Mudie Meets King Tubby´s In Dub Conference Volumes 1, 2 & 3
·Burning Spear - Living Dub Volumes One & Two (versão vinil)
·Glen Brown & King Tubby - Termination Dub (1973-1979)
·Scientist Meets the Space Invaders
·Scientist Encounters Pac-Man (ambos com produção de Linval Thompson)
FRANCISCO LINHARES - 2:40 PM
Comments: -Adoro ficar na rede olhando pra aquela árvore ali no morro. Não sei, ela fica tão isolada do resto, me transmite uma calma, saca? Fico tentando imaginar o que tem do outro lado. Às vezes tem umas vacas ali. De manhã, se bobear, deve estar cheio de cogus.
-É, ela é bem bonita mesmo. Parece árvore de filme. Mas se você gosta tanto dela, por que diabos nunca foi lá?
-Já me fiz essa pergunta. Posso acabar me decepcionando com a vista de lá, o gramado pode estar cheio de formigas e outros insetos nojentos. Depois, nunca vou conseguir vê-la de outra forma. Prefiro ficar aqui mesmo, só na imaginação.
FRANCISCO LINHARES - 2:09 PM
Comments: Clip: caubói sai de um saloon e começa a andar numa megalópole. À medida que vai andando, outros caubóis, escondidos em becos, começam a colocar suas mãos nos coldres, como se preparando para um duelo. De repente, todos o cercam e ao invés de sacar sua arma, o caubói mocinho saca um megafone e distorce todos os bandidos, tipo o Banshee dos X-Men. Legal, não? Esse e outros clips bacanas estão no site da ninjatune, gravadora esperta de vanguarda. Ah, o clip chama "Pick Up", do Bonobo.
FRANCISCO LINHARES - 1:57 PM
Comments: Música do dia: "Animal Chin" - Jagga Jazzist
FRANCISCO LINHARES - 12:36 PM
Comments: Acho que todo mundo deveria rever pelo menos uma vez todos os filmes que já viram, principalmente os que não gostaram. Quando você escuta uma música + ou -, mais que é de um artista que você goste ou considere importante, uma segunda audição é instantânea. O mesmo não acontece com os filmes, e não consigo arrumar outra explicação para o fato senão a óbvia longa duração deles. É claro que não falo em rever "O Casamento Grego" (confesso que já vi), mas sim filmes que você sabe que "pedem" uma segunda assistida. Também não falo de filmes assumidamente porra louca, como os do David Lynch e Matrix 2, que você tem que ver de novo para entender. Falo de filmes importantes, clássicos, filmes que você considera chatos por não ter todos os códigos culturais necessários para gostar ou entender da melhor forma. Filmes de vanguarda ou de outras épocas são os mais difíceis, digamos assim. Muitas vezes você não está "pronto" para eles, e, talvez, nunca estará. Aí, entra um outro detalhe importante: o "currículo".
Comparando de novo com a música, um amigo meu está preparando sua família para gostar de música eletrônica. Se ele gravasse um CD só com pauleiras, seus familiares iriam desertá-lo. O moleque, inteligente, está ajustando o terreno com suaves e lânguidas canções eletrônicas cantadas por mulheres, para depois, aos poucos, aumentar os bpm´s.
A conclusão disso tudo - se é que está dando pra tirar alguma - é que duas horas não são nada.
FRANCISCO LINHARES - 11:54 AM
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Segunda-feira, Junho 09, 2003
Um trocadilho quando é bom é muito bem vindo. Depois do já cultuado eargasm, que tal alter-echo?
FRANCISCO LINHARES - 7:59 PM
Comments: Música do dia: "Liberation Dub" - Groove Corporation
FRANCISCO LINHARES - 7:22 PM
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FRANCISCO LINHARES - 7:14 PM
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Quinta-feira, Junho 05, 2003
Plump DJs Rock It!
por Pedro Sauer
Aconteceu há mais ou menos três anos, quando em uma das minhas visitas à loja de aluguel de CD´s, fui alegremente pego pela clássica frase:
- Leva esse aê, muito bom ...
Obviamente, o conselho não foi aceito sem análise de precedentes. O ajudante da loja de discos trabalhava ali há alguns anos e sempre dava palpites certeiros sobre qualquer álbum existente no respeitável catálogo do local.
Aliás, qualquer dia desses quando der uma festa, andei pensando em oficializar o carinha como Dj, mesmo não fazendo idéia da técnica utilizada para se passar de um disco ao outro sem perder o timing. Entre suas constantes resenhas, ficou na minha cabeça a honestíssima frase em que ele dizia que trabalhar ali só valia a pena porque conseguia ter acesso a todos os discos novos que chegavam (leia-se do punk rock ao drum&bass, passando por house, downtempo e tudo mais que vier) Sempre me foi simpática a idéia de que muitas vezes qualidade vem da quantidade.
O rapaz continua trabalhando lá, porém o que me importa é que provavelmente eu não teria essas saudosas lembranças se ele não tivesse me apresentado o CD de uma dupla de artistas londrinos, Lee Rous e Andy Gardner, chamada Plump Djs. Eles acreditavam em uma vertente da dance music que combinasse as poderosas linhas de baixo e programações de bateria do drum&bass com os classudos timbres do house deixando de lado a exagerada aceleração do primeiro e a possível monotonia na linearidade do segundo. O resultado é que o breakbeat nunca mais foi o mesmo desde seu primeiro disco e desde então a dupla tornou-se peça chave no fato do estilo hoje receber uma atenção digna de mainstream na cena eletrônica.
Citar currículos pode não dizer muito nos dias de hoje, onde qualquer oportunista inventa um facilmente. Porém vamos aos fatos. O lançamento do seu primeiro single em 1999 viu alguns desapercebidos dormirem no ponto, apesar de muitos terem notado soar o alarme que indicava novos padrões de produção. Quando no fim do ano, seu álbum de estréia "A Plump Night Out", embarcou direto no primeiro lugar na lista de Beats & Breaks da DJ Magazine, estava decidido que todos queriam uma fatia do bolo. Seu recente CD da série "Fabric Live" foi a compilação mais vendida da série e o disco capa da Mixmag "Elastic Break" alcançou a maior tiragem entre todas as edições anteriores. Em 2001 na Musik Awards levou o prêmio de Best Breakthrough DJ.
Enquanto eles não se cansam de engordar a conta bancária e inovarem em suas produções, continuam buscando novos alvos. A música The "Push" é a trilha sonora de um comercial da Adidas onde um sujeito ouve Walkman e faz passos de dança enquanto corre numa esteira. Outro tiro certeiro se deu quando a Sony adotou "Big Groovy fucker" e "Smartbomb" para Wipeout Fusion, do Playstation 2. Curioso, porém, é o fato de que eles são provavelmente mais conhecidos por suas apresentações ao vivo, onde lotações esgotadas são a regra. O ponto alto talvez tenha sido recentemente em uma festa de ano novo em Sydney que reuniu 17000 pessoas.
As boas notícias ficam por conta do lançamento, dia 17 julho, do primeiro álbum que contará somente com músicas de sua autoria. Chama-se "Eargasm" e pelo que tudo indica, já foi devidamente pirateado pelo autor desta coluna. O mais aguardado disco de breakbeat de todos os tempos certamente confirmará o sucesso da carreira da dupla e posso dizer que correspondeu a toda expectatica que criei em torno dele. Doses cavalares de funk, muitos intrincamentos de ritmo, várias camadas de barulhos estrondosos e ecoados, tudo reunido em um CD bem acessível e bom pra ser ouvido tanto em casa quanto em clubes. Participações especiais envolvem Louise Rhodes do Lamb, Gary Numan e o talentoso Jazzman Eddie Bo.
A minha aposta é que Plump DJs se tornará um nome fácil no mundo da música eletrônica Pop. Algo situado entre Prodigy e Moby. Ah... Você é daqueles que como eu não gosta de ouvir falar em artistas conectados a palavra Pop? Pois bem, lhe digo que minha vontade é que tudo que seja bom se torne pop. E quanto ao vírus infeccioso que faz os artistas se utilizarem de artifícios comerciais suspeitos em suas músicas á medida que a grana vai entrando me arrisco a dizer que não afetará os Plumps . Tudo que envolve o trabalho deles me soa como a mais pura e honesta busca de diversão, puro prazer em surpreender a cada música e fazer as pessoas dançarem de forma insana sem que obrigatoriamente estejam sobre efeito de drogas.
The Plumps rocks the place!
Agora, se você tá a fim de ouvir (faça isso por favor!), lá vão algumas opções:
1 - O primeiro que me disser: - eu quero a coleção inteira desses safados! recebe cinco CD´s de graça. *
2 - Você pode baixar o programa Soulseek para PC´s e começar a realizar as buscas .
3 - Importar os CD´s
4 - Em último caso, entre em contato comigo e resolvemos o problema com amigáveis esforços de reprodução caseira.
* A partir de 8:00 do dia 6.
Sauer_pedro@hotmail.com

FRANCISCO LINHARES - 3:00 PM
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Alguém sabe se o FotoRio 2003 tem Lomo?
FRANCISCO LINHARES - 12:40 PM
Comments: Música do dia: "Julie and Candy" - Boards of Canada
FRANCISCO LINHARES - 12:33 PM
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Quarta-feira, Junho 04, 2003
''Compro, logo existo"
Ontem, depois de ler boa parte do livro R$ 29,99, relato de um ex-publicitário picão francês sobre a profissão, fiquei meio "manga". O efeito que ele causa em publicitários conscientes - e desempregados, vale ressaltar - é bombástico. Não consegui fazer nada de útil o dia inteiro e minha única saída, para evitar pesadelos, foi ir as compras. Irônico, não? Pois é, torrei todo o meu parco dinheiro em 5 LP´S, 5 7", 1 12" e 2 12". Daqui a pouco viro DJ Chicodub e o caralho.
FRANCISCO LINHARES - 11:04 AM
Comments: As coisas vão ficar um pouco mais eletrônicas por aqui. Aguardem...
FRANCISCO LINHARES - 10:28 AM
Comments: Música do dia: "Sexy Selector" - Rockers Hifi
FRANCISCO LINHARES - 10:17 AM
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Terça-feira, Junho 03, 2003
Não compre, plante.
"Deu no Último Segundo":
Para evitar relação com o tráfico, usuários começam a plantar maconha
Paulo Terron, repórter iG em São Paulo (pauloterron@ig.com)
SÃO PAULO - A violência urbana dos grandes centros brasileiros deu origem a um novo "movimento": o das pessoas que só consomem maconha plantada particularmente, para consumo próprio, em vez de comprá-la de traficantes e patrocinar o crime organizado. Outros fatores - comodidade, segurança e qualidade - também são considerados por esses "agricultores".
Não que seja comum encontrar grandes plantações da erva em quintais de casas de São Paulo. Mas bastam algumas poucas conversas para se localizar quem tem "uma plantinha ou duas", escondidas em armários ou gavetas.
Éverton*, 31 anos, jornalista, é usuário há 16 anos. Nesse tempo, ele passou por diversas situações peculiares envolvendo o tráfico e o crime organizado que o levaram a pensar em começar um canteiro particular. "Tomei tiro no pé, fugi da polícia, fiquei amigo de travecos, conheci a favela de Paraisópolis nos mínimos detalhes. Andava com uns bandidos no carro", conta.
A compra da droga o levou a momentos de tensão. "Uma vez adquiri um revólver 38, cano longo - que mede quase um metro e meio - e fui trocá-lo numa boca [de fumo] no Morumbi, à noite." Os traficantes aceitaram e pediram que ele esperasse em um terreno baldio. "Pensei 'agora os caras vão pegar munição, voltam para me matar e eu vou ficar jogado aqui'. Mas os caras foram sangue bom, voltaram com 300 gramas e concretizamos a troca."
Luiz Carlos Magno, delegado da Divisão de Prevenção e Educação do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc), alerta, entretanto, que o plantio de maconha pode ser considerado tráfico de drogas - crime inafiançável com pena que pode ser de até 15 anos de detenção. "Em tese, o artigo 12 - parágrafo II - não especifica quantidade de maconha. Diz só que é crime plantar. Então encontramos casos julgados em que o ato foi considerado tráfico, e casos em que não foi. De qualquer forma, plantar é uma atividade ilícita."
O porte de pequenas quantidades, para consumo, pode dar de seis meses a dois anos de detenção, com direito a fiança. Para Magno, a melhor opção é não comprar de traficantes e também não cultivar em casa. "O melhor conselho que podemos dar é: sepulte esse projeto. O melhor é abandonar, deixar de consumir."
O Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (Obid) alerta sobre o malefício do consumo em longo prazo: prejuízo da atenção e da memória para fatos recentes; em alguns casos, o usuário sofre alucinações visuais; pode haver também ansiedade intensa, pânico e paranóia que, com uso durante muito tempo sem parada pode levar a desânimo generalizado. Isso sem contar os prejuízos aos órgãos respiratórios, como o cigarro normal, podendo levar inclusive ao câncer.
A internet e o cultivo
No caso de Marcos*, 27 anos, a comodidade foi o que o levou ao cultivo. "Comecei a plantar porque soube de outras pessoas que plantavam em casa. Principalmente as que foram para outros países, talvez porque lá as leis sejam menos severas", conta o publicitário. A primeira tentativa foi feita de uma forma simples. "Primeiro joguei umas sementinhas na terra, e depois fui à internet e digitei 'plantar maconha'. Pronto, apareceu lá o manual completo."
A produção independente está um passo além de outra prática popularizada nos anos 80/90, a do disk drogas. "A partir dos 25 anos, fiquei mais fresco: pagava mais para receber em casa ou pegar com um amigo na casa dele", lembra Éverton. Atualmente ele só fuma skunk, cedido por amigos que já tentaram plantar maconha. "Eles fazem, mas não dá muito certo com sementes brasileiras."
Como assinante da "High Times", o consultor em tecnologia Ricardo*, 31 anos, discorda. "Eu já tinha uma pequena literatura pessoal", ri. A revista americana é publicada mensalmente, com dicas para o cultivo, compra e sobre como agir em caso de flagrante policial. Ele acha que, ao se plantar, garante-se a qualidade. "Você sabe o que está plantando, sabe que não tem outras porcarias ali no meio." Marcos confirma. "É fácil, você pode fechar em um armário e abrir três meses depois que está pronto."
Paulo Roberto Uchôa, Secretario Nacional Antidrogas, reafirma a ilegalidade e os perigos da produção de maconha em casa. "A pessoa tem de ter muito cuidado. A política antidrogas nacional já diz que o consumidor não deve ser preso como traficante. Mas se planta, é."
"Achava errado ir atrás da maconha, ir à boca de fumo, à casa de traficante", diz Ricardo. Ele ganhou a primeira planta, já brotada, de um amigo. "Ele começou a plantar e me deu uma mudinha." Depois, ele ganhou uma semente importada, comprada pelo mesmo amigo em um site estrangeiro e entregue em casa pelo correio.
A internet é um território praticamente livre para os interessados nesse tipo de agricultura. O Emery Seeds, cuja sede fica em Vancouver (Canadá), tem mais de 250 variedades de sementes - com preços de US$ 25 a US$ 425 por pacotes de dez sementes. Cada tipo é separado pelo tipo de cultivo que exige - ao ar livre, dentro de casa ou em estufas - ou pela "empresa" que o produz. "Não vendemos maconha, apenas as sementes para que você produza a sua", explica um texto do website.
Curiosamente, a afirmação do site canadense o coloca dentro da lei brasileira: comprar ou vender sementes de maconha não é crime. "A semente não possui o princípio ativo da droga [tetrahidrocannabinol, conhecido como THC], que está presente apenas nas folhas da planta", explica o delegado Magno.
Popularidade
Segundo o "1º Levantamento Domiciliar Sobre Uso de Drogas no Brasil", publicado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) em 2001, a maconha é a terceira droga mais consumida no País, perdendo apenas para as legalizadas (álcool e tabaco). O estudo foi feito em cidades com mais de 200 mil habitantes, e indicou que 6,9% da população já usou a erva. Do total, 15,5% está na faixa etária entre 18 e 24 anos.
Para o deputado federal Fernando Gabeira (PT-RJ), as pessoas devem sempre se lembrar que cultivar maconha em casa tem implicações legais. "O importante é que elas saibam que é uma ação ilegal, sujeita a repreensão legal." O político, no entanto, diz entender a opção de quem planta a droga.
"Acho que de todas as drogas, a maconha é a única que pode dar uma autonomia. É a única que permite ao usuário fazer alguma coisa a respeito [da violência gerada pelo tráfico], de forma independente. Existem revistas especializadas que ensinam como fazer, e têm as técnicas". Gabeira acredita que a legalização evitaria algumas preocupações dos consumidores. "Não há violência alguma em torno da venda de vodca, que também é uma droga, mas é legal."
O estudante Juca*, de 19 anos, acha que a legalização da maconha prejudicaria o crime organizado. "Diversas vezes eu penso que comprando estou alimentando a indústria do crime, mas, se a maconha fosse liberada, isso não aconteceria." Ele nunca plantou a droga em casa, apesar de já ter considerado a hipótese. "Já pensei a respeito, só que aí entra a questão do preconceito. Se eu começar a plantar maconha em casa, meus pais não aceitariam - e ainda corro o risco de ser enquadrado como traficante."
Na opinião do Secretario Uchôa, o consumo esporádico não deve levar ao plantio. "Se quiser consumir 'esportivamente' ou por curiosidade, não plante. E se está com medo, o melhor é parar. Plantar é procurar sarna para se coçar."
*Os nomes foram alterados a pedido dos entrevistados
FRANCISCO LINHARES - 1:29 PM
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Biggabush é um cara legal. Colocou no seu site uma lista com os 100 melhores discos da sua vida.
FRANCISCO LINHARES - 11:25 AM
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Descobertas e a arte de descobrir
Tava querendo fazer um post para cada som novo que descubro, mas pelo visto a tarefa é hercúlea demais para mim. É impressionante a quantidade de música e informação musical que o comutador disponibiliza. Em tempos de Matrix, posso dizer que sou um escravo das máquinas, um ser completamente dependente da Internet de alta velocidade.
Muita gente me pergunta como faço para descobrir tanta coisa. O caminho mais fácil é o seguite: entrar num site bacana, como o da BBC, começar a ler críticas de A a Z, passar na Barnes & Noble ou outro site de música pra copiar o track list e rezar pra ter no Kazaa. Ontem fiquei um bom tempo no big chill.net. Pra quem não conhece, Big Chill é um grande festival itinerário e sazonado que acontece em vários parques ingleses e europeus. O estilo, como o nome diz muito bem, é música chapante das mais variadas formas e fôrmas. Nesse verão vão passar por lá: Cinematic Orchestra, Fila Brazillia Soundsystem, Mr. Scruff, Boozoo Bajou, Howie B., Talvin Singh e dezenas de outros artistas. Em um evento do ano passado tocaram: Gotan Project, Hint, Lamb, Different Drummer Sound System, Gilles Peterson, Mark Rae... Nada mal, né? O bom do site é seu vasto arquivo de críticas e dicas de dj´s do própio Big Chill. Desses Dj´s, vêm também histórias de passagens por vários locais do mundo, incluíndo aí o Brasil. Fiquei fuçando um bom tempo e descobri algumas pérolas. Uma delas, é que Biggabush, metade do finado Rockers HI FI, montou o Lightning Head, (nome tirado de uma entrevista com o Lee Perry) mistura de dub, música latina e (!) batucada. Como "ninguém" é perfeito, meu computador ficou devendo uma audição mais precisa do cara. O nome do début é "Studio Don", referência ao Studio One jamaicano. Fiquei sabendo também que a super gravadora Different Drummer está lançando um disco comemorando 10 anos dedicados ao dub (estilo crossover ou "misturada"). Quem escolheu as músicas foi, ninguém mais ninguém menos, que Richard Dorfmeister. Outro disco bacana de seleções pessoais é "Heavyweight Rib Ticklers" do Mr. Scruff, passeio por mais de 3 décadas de dub.
Uma dica preciosa é prestar bastante atenção nas músicas favoritas de artistas que você admira. Por mais que sempre seja difícil achar as músicas em si, vale a pena o esforço. Foi num desses playlists que descobri duas bandas legais de Lyon, na França, o Le Peuple De L´herbe e o Zenzile, ambos relativamante fáceis de baixar no Kazaa. Tá dada a dica.