Quarta-feira, Dezembro 22, 2004
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Até 2005
Trilha do ano novo: Dub Plates from the Elephant House 3, do G-Corp.
FRANCISCO LINHARES
ecos:




Segunda-feira, Dezembro 20, 2004
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Cadê o eco?

Versão mais viajandona do bom e velho reggae ganha espaço com lançamentos de discos e festas dedicadas totalmente ao gênero.

por Eusébio Galvão, do O Dia

Antes de mais nada, só para situar, o dub é parente do reggae. Filho, na verdade. "Se o reggae já é chapado por natureza, o dub é ainda mais. A cabeça do maníaco por dub é uma névoa espessa", conta Nelson Meirelles, baixista do Digital Dubs, projeto que nos últimos tempos tem feito festas e shows pela cidade. Eles mostram dia 29 seu formato discotecagem na Casa da Matriz e dia 5 fazem show no festival Humaitá Pra Peixe. E eles não estão sós. De uns tempos para cá tem rolado cada vez mais dub no Rio.


Meirelles entende da parada. Ele é um dos criadores d´O Rappa e também produziu o Cidade Negra. E está na pilha de botar o Digital Dubs para jogo cada vez mais. "No começo, era mais uma versão instrumental do reggae. É como se você pegasse uma camisa, virasse do avesso e ficasse prestando atenção nas costuras. A idéia era ressaltar coisas, tipo o baixo. E também tem efeitos, ecos, que deixam tudo mais viajante", conta.

Mas hoje em dia já há quem faça dub de começo. No Rio, além do Digital, tem o Dubon, projeto que inclui o baixista da banda Cabeça, Fábio Calunga, e o DJ Marcelinho Da Lua. "A maior graça do dub é o espaço das músicas, os climas. Às vezes tem um silêncio...", tenta descrever Da Lua, fã do jamaicano Augustus Pablo.

É mesmo um som para se ouvir relaxado. Cai bem para um fim de tarde de verão, depois da praia. "Tem a ver com o Rio", acredita Meirelles. O rapper Black Alien é outro adepto. "Meu primeiro contato foi quando eu era moleque, como o disco Selvagem?, dos Paralamas. Lá tem duas músicas em versão dub", conta. Consumidor voraz do estilo hoje, Black Alien aponta as indicações do estilo. "Me descansa os sentidos", descreve. Na hora de tentar verbalizar o que é o dub, ele engasga. "É a parte mais psicodélica do reggae. Acho que é quando o reggae fica mais Pink Floyd." Pode ser. Um dos grandes discos do gênero é Dub Side of the Moon, versão de Dark Side of the Moon, obra-prima do Pink Floyd. "Quando eu soube deste disco, achei que tinham roubado a minha idéia. Fui fã de Pink Floyd e sempre achei que a banda e o reggae tem a mesma raiz", diz Meirelles. Que viagem.
FRANCISCO LINHARES
ecos:




Quinta-feira, Dezembro 16, 2004
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chicodub ataca novamente

Nesse sábado rola mais uma festa Broken Beats (clássica festinha de drum&bass, já no seu quinto ano de vida) só que dessa vez numa boate nova maneiríssima, a OZ Club, na Rua da Carioca, bem pertinho do Cine Íris. Estarei iniciando os trabalhos, colocando dubs da pesada. Quem tiver na pilha dá um alô nos comentários que eu ponho o nome na lista amiga. Só dez mangos.
FRANCISCO LINHARES
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Quarta-feira, Dezembro 15, 2004
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A boa de hoje

FRANCISCO LINHARES
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Quarta-feira, Dezembro 08, 2004
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Dread Broadcasting Corporation: a rádio rebelde

flyer original da dbc

Como na Jamaica, demorou-se, e muito, para que um programa exclusivo de música jamaicana surgisse nas rádios inglesas. Mesmo com o reggae bombando na mídia e nos clubes, apenas no finzinho da década de 70 é que isso foi acontecer por lá. Detalhe, com uma rádio pirata, a Dread Broadcasting Corporation.

As rádio piratas sempre fizeram sucesso na Inglaterra, inclusive, seus Disc Jockeys tinham status de rock star entre os ouvintes. Só que uma lei de 60 e poucos acabou com a festa das rádios que transmitiam seus programas em navios fora da costa - daí o nome "pirata". A DBC foi uma das primeiras a peitar o governo, e seu sucesso foi tão estrodoso que incentivou o surgimento de várias outras rádio piratas, levando inclusive o governo a ceder a pressão do povo e estabelescer algumas licensas. Mas importância da DBC não para por aí. Ela foi a primeira rádio controlada por negros na Inglaterra e mostrou ao mercado que a segmentação no dial era um caminho mais que possível.

A Rebel Radio era transmitida do quintal da casa do DJ Lepke, fundador da rádio, em Neasdem, norte de Londres, primeiramente aos domingos e depois às sextas-feiras, das 6 da tarde até a hora em que ele, Ranking Miss P (sua irmã, hoje apresentadora de um programa de rádio na BBC) e Mike "The Bike" aguentassem. Anos mais tarde, a cantora Neneh Cherry e o jornalista e escritor especializado em música jamaicana, Lloyd Bradley, assumiram o posto de DJ´s.

Se você, como eu, adoraria ouvir um programa da DBC, resta o consolo de ouvir o disco duplo "D.B.C Rebel Radio", lançado pela Trojan há pouco mais de um mês.O bacana é que alguns dos jingles usados, muitos deles sampleados por DJ´s de jungle e hip-hop, estão presentes no disco. Tem jingle com o Big Youth, Dennis Alcapone, Clint Eastwood e outros. A seleção musical é bastante eclética. No disco 1 está o maior hino do uk roots de todos os tempos, "Warrior Charge", do Aswad, além de vários rub- a-dubs, como "Gunshot", do Anthony Johnson e "Dancehall We Deh", do Sugar Minnott, e roots. No disco 2 rola lovers, ska, rocksteady e a seminal "Rub A Dub Soldier", do Paul Blake & The Blood Fire Posse, música de 84. Boa pedida pro Papai Noel.
FRANCISCO LINHARES
ecos:





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Confronto Sound System

O parceiro Alexandre Fishgold manda regularmente infos sobre como andam as festas em Brasília. Outro dia deu 500 pessoas numa. Em outro, mó galera curtiu o som numa pracinha localizada no centrão da capital. Quer ver as fotos?
FRANCISCO LINHARES
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Terça-feira, Dezembro 07, 2004
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Papai Noel

LP Zion Train - Original Sounds Of The Zion Remixed (2 LP) Universal Egg

12" Cornell Campbell - Bandulu; Ranking Dread - Hard Time/Walkner.Mostl Remix Select Cuts

10" Adrian Sherwood - Zero Zero One/Pass The Rizzla (with Bim Sherman & Prince Far I) Green Tea/Pressure Sounds

10" Barry Brown - Fittest Of The Fittest; Gussie P, Matic - Fittest Horns/Ambilique - Jah Live; Dub Cousin

7" Brigadier Jerry - Pain/Version Roots Tradition

7" Dubdadda - Cross The Border/Dub Deep Root

7" King Kong - Rumble Jumble Life Massive B

7" Lloyd Parks - Mafia Pressure Sounds

7" Michael Rose - Days Of History Fleximix/M Records/Twilight Circus

7" Prince Far I - Survival/Charlie Chaplin - Jamaican Collie Wambesi

7" Ranking Joe - Don't Try To Use Me/Version Fleximix/M Records/Twilight Circus

7" Zion Train, Molara - Power Two/Dub (Colored Vynil) Deep Root

7" Keith Hudson, Chuckles - Satan Side/Don D Jr. - Evil Spirit Trojan/Duke
FRANCISCO LINHARES
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Fotos da Jamaica
www.fotolog.net/continentino
FRANCISCO LINHARES
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Sexta-feira, Dezembro 03, 2004
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Dub na Mood
Mais uma matéria bacana sobre o assunto. Leia aqui.
FRANCISCO LINHARES
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Quarta-feira, Dezembro 01, 2004
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Top 10 Lee "Scratch" Perry

"It was only four tracks on the machine, but I was picking up twenty from the extra terrestrial squad."

Outro dia recebi um e-mail (salve, Rica) pedindo um top 10 do Lee Perry pra colocar no blog. Respondi que andava meio ocupado, sabendo de antemão que tal missão não é tarefa das mais fáceis. Confesso que fiz a lista totalmente no desleixo, empregando o velho método da memória. Não ia ficar dias e dias (re) escutando todos os discos e mp3´s que tenho do cara, tenho mais o que fazer, mas, se essas músicas pipocaram na cabeça primeiro que as outras, é sinal de que não estão aí a toa. Detalhe: é um top 10, mas daí a botar em ordem de preferência são outros quinhentos.

1- "Ark of the Covenant" - The Congos (1977)
2- "Tedious" - Junior Murvin (1977)
3- "Secret Laboratory (Scientific Dancehall)" - Lee Perry + Adrian Sherwood (1990)
4- "Fever" - Junior Byles (1972)
5- "Vampire" - Devon Irons (1976)
6- "Justice to the People" - Lee Perry and The Upsetters (1973)
7- "Full Experience" - Full Experience (1978)
8- "Return of the Super Ape" - The Upsetters (1978)
9- "Words of my Mouth" - The Gatherers (1973)
10- "Vibrate On" - Lee Perry + Augustus Pablo (1979)

Não tô falando que é difícil fazer o bagulho?

11- "Open the Gate" - Watty Burnett (197?)
12- "History" - Carlton Jackson (1977)
FRANCISCO LINHARES
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