
| Quinta-feira, Setembro 28, 2006
............................................................ Shaka! Logo mais no pgm Jamaica Hi-Fi #4. Stay tuned! ![]() chicodub ecos: Segunda-feira, Setembro 25, 2006 ............................................................ BSB!!! ![]() chicodub ecos: ............................................................ Rapa VENDIDO!!!! Sobrou isso aqui, ó: - bounty killer feat. jeru da damaja - suicide murder massive sounds 12" - shabba ranks feat. danni - lively up yourself vp 7" - mikey general - miss taylor bwoy xterminator 7" - lenn hammond - what can i say fiwi music 7" - zanda p - girls time stampa 7" chicodub ecos: ............................................................ Quarta!
![]() chicodub ecos: Quinta-feira, Setembro 14, 2006 ............................................................ São Paulo! Domingo:
Quarta:
Show: Lavoura Eletro Discotecagem pista 1: Tahira (afrobeat, soul, latin, brazuca, funk) Discotecagem pista 2: Chico Dub FRANKAFRICA: Todas as quartas-feiras, no Sarajevo, rua Augusta, 1385, tel. 3253-4292, a partir das 23h. Mulher não paga até meia-noite. E amanhã... Zion Train!!! Pqp!!! chicodub ecos: Quarta-feira, Setembro 06, 2006 ............................................................ Hailing up Zion Train
Mandei o meu top 10 do Zion Train pro cabeça da banda, Neil Perch, que me respondeu com comentários música a música. Se você não conhece direito o trabalho dos caras, corre atrás desses sons. É o mínimo que você pode fazer. Podia ter sido com o Dub Syndicate, o King Tubby ou o Lee Perry. Mas calhou deu conhecer o dub através do ZT, 11 anos atrás. Dia 15 de setembro*, São Paulo. Tô contando os dias no dedo. - Power Two Zion Train's second single Molara's first single. Heavyweight but pressed at 33rpm which was unusual for dub music 12" singles - as a consequence it was championed by Shaka sound at the wrong speed (45rpm). - Driftacid Trancemasters tune originally ( a Zion Train alter ego) reworked and represented on the 'Siren' LP - beginning of the dub house days. - For the revolution Part of the sequential title list on our first album for China Records/Warners ie 'Get Ready for the Revolution, Why Should We Have To Fight? etc etc featuring the Original Crispy Horns ( Dave Hake and Chris Petter). - Get Ready Rework/cover version of a beautiful Gladiator's song 'Get Ready we're going to dance our troubles away'. Our first single with a video and released by China/Warner. - Singer and Player ´s Bedward remix Remix of the Adrian Sherwood/PrinceFari/Style Scott classic that we love so much - really a tribute to Sherwood's original 'Pounding System' mix. - Grow together Family Fodder lyrics on a dubwise version. - Procession Recorded with a borrowed keyboard that gives the great prescence to the intro parts - best use of an H and H tape delay on one of our tunes - which makes me happy. - Beware One of my favourites - taken from 'Beware of Your Enemies' the famous 'Kunta Kinte' lick on the brass as run by Jah Shaka dub-plate style;-) - Hailing up the selector Tribute to sound systems with the dubdadda on the mic vocals recorded in Manchester UK. - Peace and justice I actually prefer Tommi Tikkanens remixed version of this tune to the ripped up version of this tune from Original Sounds of The Zion that I mixed - something about it is very clean and beautiful. * O ZT tem outras duas datas no Brasil. Dia 16 de setembro em Brasília e no dia seguinte aqui no Rio, no Teatro Odisséia. chicodub ecos: Segunda-feira, Setembro 04, 2006 ............................................................ Jamaica Hi-Fi #3 download hotter reggae music - welton irie (79) righteousness - starky banton (01) free the people- i wayne (05) mambo el kingston - red astaire (06) scatta head dub - zenzile & femi kuti (99) quante jubila - singers and players feat. prince far I (83) wise blood - primal scream (97) jah light jah love dub - vibronics feat. boney l (99) original - leftfield (95) wires and watchtowers - thievery corporation feat. sista (05) Na boa. Se não fosse pela inglesa Blood And Fire, a chance de ouvir aqui Welton Irie e sua "Hotter reggae music" seria praticamente nula. A gravadora comandada por Steve Barrow e bancada pelo Simply Red Mick Hucknall, iniciou no início dos 90 o boom dos selos especializados no relançamento das pepitas mais valiosas entre os colecionadores. Na cozinha e na produça dessa versão de "Baltimore", do Tamlins, música que ganhou fama em 77 na voz de Nina Simone, Sly & Robbie mostram porque são os donos do groove. Repara só no flow animal tipo Sugarhill Gang do Welton Irie. Na seqüência, um Banton que não é o Buju, o Burru e, apesar de também ser inglês, o Pato. A volta dos temas culturais nas letras com o fim dos anos 80, acabou inspirando os ingleses a fazerem o mesmo. Os pioneiros foram Chukki Star (pela Ariwa) e Starky Banton (pela Fashion), e é desse último que vamos ouvir "Righteousness". Uma pena que seja tão difícil de ouvir Starky Banton, um artista talentoso e pra lá de obscuro. Já não se pode dizer o mesmo de Chukki Star, figurinha fácil em alguns dos riddims mais bombados da Jamaica, como o nu roots "World jam" e o dancehall "Red Bull and Guiness". Quando o nome I Wayne vem escrito no rótulo do compacto, é porque a coisa é boa. O cara começou a bombar na Jamaica e resto do mundo com "Can´t satisfy her", melhor cut do riddim "Jungle Father Rock". Quando fui pra Jamaica em 2004, esse som e a versão da Tanya Stephens para o Doctor Darling riddim eram as mais tocadas, ouvia quase sem parar. "Free the people" ("Save the world" riddim) é ótima, nu roots de primeira qualidade. E ainda tem uns efeitinhos, algo um tanto raro nas produças atuais jamaicanas. Toquei o sueco Freddy Cruger na Hi-Fi #1. Só que agora a gente vai ouvir seu alter-ego Red Astaire. "Mambo el Kingston" é um mash up rasta excêntrico do GAMM, selo especializado nesse tipo de mistura. Ragga com música latina; reggae com soul; salsa com hip-hop; gospel com afro; Curtis Mayfield com house Tudo é possível pros suecos do GAMM. "Scatta head dub" é um dub do Femi Kuti, filho do Fela, feito dos franceses do Zenzile. Quem nunca ouviu a família nigeriana Kuti, tem que ouvir correndo. Vai por mim que você não vai se arrepender. A França é um dos países mais interessantes da cena européia. Se fizesse um ranking dos mais tops, talvez os colocasse ocupando o terceiro lugar, atrás da Inglaterra e Alemanha. Ou no quarto, não sei, tem a Áustria também. Bom, chegou à hora da "voz de trovão" do Prince Far I. O que significa que as coisas vão ficar um pouco sinistras por aqui. Suas músicas, principalmente as gravadas na companhia de Adrian Sherwood (olha ele aí de novo), caso de "Quante jubila", são pra pouquíssimos. O bagulho é heavy, meu amigo. Heavy. O gigante Far I (ambos os sentidos) é mais um que engrossa a (enorme) lista de músicos assassinados na Jamaica. Tomou um balaço, de bobeira, em 83. Coladinho em "Quante Jubila", Primal Scream. Ué, mas os caras não tocam rock?! - você deve tá se perguntando. Tocam. Mas como ingleses espertos que são, misturam a guitarrada com eletrônica e, vez ou outra, com dub. "Wise blood" pertence a Echo Dek, uma dubversão Sherwoodiana de Vanishing Point, disco original do Primal. Com o Far I sampleado, a desorientação sonora beira a perfeição. Graças ao seu trabalho à frente do selo Scoops, Steve Vibronics é, cada vez mais, destaque na cena inglesa. Nunca deixo de tocar pelo menos um dos seis ou sete singles que tenho deles. Mas "Jah light Jah love" é mais antiga, 99, um dos primeiros lançamentos do Deep Root, braço stepper do Universal Egg, do Zion Train. Sobre o ZT eu falo depois. Quem me conhece sabe o que eles representam pra mim. "Original". Formado em 89, o finado Leftfield foi um dos primeiros - ali, coladinho no Massive Attack, Rockers Hi-Fi e Dreadzone - a misturar dub com eletrônica, resultando num híbrido poderoso. O duo inglês formado por Paul Dailey e Neil Barnes era reconhecido como uma das bandas que mais tocavam alto ao vivo. Reza a lenda que no seu primeiro show, boa parte da platéia pediu o dinheiro de volta por causa do barulho. Anos depois, em Londres, parte do teto do lendário Brixton Academy foi abaixo. Deve ter sido por isso que seguraram o volume do show no Free Jazz. Leftism, de 95, e Rhythm And Stealth, de 99, são dois clássicos da dance music. E estão rechaeados de dubtronics memoráveis. Podem falar a vontade do Thievery Corporation. Que já foi bom, que é pop, que é uma merda, sonzinho de play... Mas quando eles usam (e abusam) das suas influências jamaicanas - a seção de discos de reggae do escritório/estúdio deles, uma casa em Washington com jeitão de mal assombrada, é de dar inveja - o resultado é excelente. Daria pra montar, fácil, um cdzinho só com os dub houses, os dub remixes (tem um do Black Uhuru que é matador), os dub reggaes e os dub raggas dos caras. De "38.45" à "Wires and Wachtowers" e "Originality", gravado com a Sister Nancy. Considero o Thievery peça fundamental na popularização do dub. Mesmo que você não ache o som grandes coisas, há de se considerar que o sucesso deles abriu as portas pra muita gente. E a cabeça pra tantas outras. É bacana ver um projeto como esse, de tantas influências diferentes (quase uma discoteca world music com beats eletrônicos), abraçar a música jamaicana com tanta propriedade. Vejo vocês no Tim, Thievery. Rewind. chicodub ecos: |