
| Segunda-feira, Novembro 27, 2006
............................................................ Good ![]() chicodub ecos: Sexta-feira, Novembro 24, 2006 ............................................................ Jamaican Label Art
dica do Luis Reggaesoul chicodub ecos: Quinta-feira, Novembro 23, 2006 ............................................................ Come meditate on bass weight
Já ouviu Digital Mystikz? Não?! Semana que vem na coluna Jamaica Hi-Fi #5. Segura. chicodub ecos: Quarta-feira, Novembro 22, 2006 ............................................................ 10 + O "chefe" Ramiro Z., do Radiola Urbana, me pediu tempos atrás uma lista com meu top 10 Jamaica. Mandei isso aí, ó: Yabby You - Conquering Lion Horace Andy - Dance Hall Style Augustus Pablo - King Tubby Meets Rockers Uptown Upsetters - Super Ape Dillinger - CB 200 Congos - Heart Of The Congos Black Uhuru - Guess Who´s Coming To Dinner Rico Rodriguez - Man From Wareika Dennis Brown - Joseph´s Coat Of Many Colours Joe Gibbs and The Professionals - African Dub All Mighty Chapter 3 Bônus: Doctor Alimantado - Best Dressed Chicken In Town Scientist - Rids The World Of The Evil Curse Of The Vampires chicodub ecos: Quarta-feira, Novembro 15, 2006 ............................................................ Ranking Joe em Sampa Release Em sua segunda edição, BlackJackie nos brinda com uma atração internacional de primeira linha: o DJ jamaicano Ranking Joe (na verdade ele é MC, mas na Jamaica os MCs são chamados de DJ!). Ranking Joe nasceu em Kingston, Jamaica, em 1959, com o nome de Joseph Jackson. Ele começou sua carreira artística na década de 70, como um dos primeiros e mais originais discípulos de U-Roy na arte do DJing, ou seja, rimar de forma quase falada sobre os hits jamaicanos da época. Seu primeiro grande hit veio aos 15 anos (!). Foi "Gun Court", produzida pelo lendário Clement "Coxsonne" Dodd, dono do Studio One e talvez a figura mais importante da história da música jamaicana. Nessa época, Ranking Joe ainda era conhecido por Little Joe, sendo que ele ganhou seu nome definitivo do produtor Prince Tony, em 1977 (ano em que ele foi eleito o "mais popular DJ da Jamaica"). Com o passar dos anos, ele gravou para praticamente todos os principais produtores da Jamaica, como Joe Gibbs, Bunny Lee, Sonia Pottinger, Junjo Lawes e Jo Jo Hookim, tendo também se apresentado nos grandes sound systems da época, como o Sturgav Sound de U-Roy, que foi o primeiro sistema de som jamaicano a fazer turnê na Inglaterra, African Love, Downbeat Sound, e outros. Já nos anos 80, Ranking Joe viu seu estilo rápido de toasting, que deu a ele o apelido de Bionic DJ, se popularizar muito com o advento do dancehall, estilo de reggae mais voltado para as pistas de dança e com maior influência eletrônica. Ranking Joe voltou a experimentar um grande sucesso internacional recentemente, com o projeto "Dub Side of the Moon", do coletivo americano Easy Star All Stars. Nesse projeto, que faz uma criativa releitura dub / reggae do clássico álbum "Dark Side of the Moon", do Pink Floyd, Ranking Joe é um dos principais vocalistas. Ranking Joe hoje vive em New York, e alguns de seus principais discos são: "Armageddon Time", "Dub it in a Dance", "Weakheart Fadeaway", "World in Trouble" e "Fast Forward to Africa", entre outros. Na festa BlackJackie, Ranking Joe vai cantar no estilo Sound System, ou seja, sobre bases selecionadas pelos DJs Magrão (residente da festa) e o DJ convidado Yellow P (Java / Dubversão). A festa BlackJackie acontece quinzenalmente no clube Vegas, localizado na Rua Augusta, 765 (www.vegasclub.com.br). Para essa edição especial o preço é R$25 (R$20 com flyer). Nas outras edições o preço volta a ser R$15 para homens e R$10 para mulheres, sendo que as mulheres não pagam até as 21h. A festa começa às 19h. chicodub ecos: Terça-feira, Novembro 14, 2006 ............................................................ Atenção! Os textos das edições anteriores e os links pra download da coluna rediofônica Jamaica Hi-Fi já estão aí embaixo. Corre antes que os links expirem! chicodub ecos: Segunda-feira, Novembro 13, 2006 ............................................................ Coluna Jamaica Hi-Fi de casa nova É com enorme satisfação que anuncio a mudança da coluna radiofônica Jamaica Hi-Fi pro Radiola Urbana, um dos sites que eu mais gosto na web. Ao longo dessa semana, vou postar aqui no blog os textos das edições anteriores junto com links pra download. Vale comentar que esses links expiram em 7 dias, portanto, seja rápido. Jamaica Hi-Fi #4 música jamaicana de todos os estilos + misturas com eletrônica + rasta excentricidades dub hooligan; jazzy dub; mini-dancehall; a punky reggae party do clash; jah shaka e a irmã nya; manasseh; dubhouse circa 91; the bug é hardcore; lsd chicodub ecos: ............................................................ Jamaica Hi-Fi#1 cuss cuss in dub - horace andy (?) no tribal war - ranking joe (?) we try - mikey murka (80 e muitos) simply fresh - freddie cruger feat. desmond foster (06) love selassie - lutan fyah (06) backyard - new flesh (06) put down the gun - king general (98) see mi yah - rhythm and sound & willi williams (05) come now - ghetto priest (04) looking for a session - tayo & aquasky feat. earl 16 (06) Get away with your Cuss Cuss, We don't want it. Nada melhor do que começar a Jamaica Hi-Fi #1 com dois cuts de "Cuss Cuss", um dos meus riddims favoritos. Criada originalmente por Lloyd Robinson, em 1969, "Cuss Cuss" se eternizou na voz de Horace Andy, cantor que regravou a música um bom número de vezes ao longo de sua carreira. Essa "Cuss Cuss in dub" é uma das mais pesadas, se não for a mais. Parênteses. Repare que no final da música "Five Man Army", do primeiro disco do Massive Attack, Blue Lines, Andy solta um verso ou outro da letra original. Fim do parênteses. Em seguida, Ranking Joe manda ver em 'No tribal war", versão de "Fussing and fighting", do Triston Palmer. Pow! Escolhi dois Cuss Cuss bem antigos, mas o que não falta são versões contemporâneas de qualidade. Penthouse, Massive B, Xterminator, Education...O que não falta é versão boa. 'We try", do Mikey Murka, é o típico exemplo do reggae inglês pós-"Sleng Teng". Gravado pela inglesa Unity Sounds no fim dos 80, "We try" faz parte de uma improvável conexão Kingston-Londres-Tóquio. Esta última, uma cortesia dos teclados Casio. Esse som tá na coletânea Watch How The People Dancing, disco que reúne originais lançadas pela Unity na década de 80. Um dos discos que fazem da Honest Jons (selo bancado pelo Damon Albarn, vocal do Blur e do Gorillaz) uma das melhores fontes de música boa que se tem notícia. "Simply Fresh", com os vocais de Desmond Foster, é uma das mais legais de 3 Foot High And Rising, do Freddie Cruger. Também conhecido como Red Astaire, esse maluco sueco é especialista em beats lo-fi, muito deles caindo pro reggae. 3 Foot é um dos melhores discos de downtempo do ano, bem melhor que o novo do Nightmares On Wax, por exemplo. Talvez por gravar bastante com o pessoal da Inglaterra, acabei me identificando mais com o Lutan Fyah do que com outros jamaicanos da atualidade. Mas sei lá, o que importa é que Lutan Fyah arrebenta. A música (que dá nome ao riddim) chama-se "Love Selassie".Belo baixo. Sou meio chato pra gostar de hip-hop. Geralmente o que mais me atrai ou é um lance mais cabeçudo ou então vêm da Inglaterra. Caso do produtor Part 2 e do seu New Flesh. Na real, acho que os ingleses gostam mais de reggae que os próprios jamaicanos. Aí dá nisso. Toastie Tailor nos vocais, dancehall pra cá, dancehall pra lá, grime e um dubzão que, tenho certeza, muita gente da cena inglesa de roots and culture morreria de inveja. Na linha do Roots Manuva. Só que com a fusão jamaicana bem mais assumida."Backyard" é a música. Falei do King General outro dia no blog. "Put down the guns": Jah Warrior style, wicked and wild. 98. Da Alemanha sai o reggae mais experimental feito no mundo. Não é muito bem o caso dessa música aqui,"See mi yah", produça do Rhythm and Sound com os vocais do Willie Williams, um reggae pra lá de chapado, profundo, grudentasso. Rhythm and Sound dá nome ao projeto de Moritz Von Oswald e Mark Ernestus, dupla que por alguns anos comandou o selo de minimal techno Basic Channel. Tiro o meu chapéu pra esses caras. Além de produzirem reggaes únicos - daqueles que quando você ouve algo parecido pensa na hora: "isso é a cara do Ryhthm And Sound" -, eles são os responsáveis por relançar o outrora raro catálogo da Wackies, gravadora americana captaneada pelo jamaicano Lloyd Barnes. Como se não bastasse isso, ainda são donos do Basic Replay, selo que dispensa qualquer tipo de comentário. Sem sacanagem, compro de olho fechado. Como é uma galera do eletrônico e, ao mesmo tempo, do reggae, o que mais tem é versão de See mi yah. Recomendo "Poor people must work", do Bobbo Shanti e "Let jah love come", do Sugar Minott. Ah, e ainda tem os remixes, assinados por Ricardo Villalobos, Carl Craig, François K e etc. Vulture Culture, disco lançado em 2004 pelo Ghetto Priest (hoje, um dos vocalistas do Asian Dub Foundation), é um dos mais acessíveis produzidos pelo grande Adrian Sherwood. Deixando a experimentação e o noise um pouco de lado, sem abrir mão de referências vindo de várias partes do mundo. Assim é "Come now", que, como todo o disco, lembra muito Never Trust a Hippie, único material solo de Sherwood em mais de 25 anos como produtor. Earl 16 é um dos mais prolíficos jamaicanos dos 70´s ainda na ativa. Principalmente em sons mais crossover como esse "Looking for a session". Sempre junto do Dreadzone, inclusive atuando de MC em suas discotecagens, Earl 16 é o típico caso do cantor que só faz sucesso em torno dos sound systems ingleses. Uma pena. Tayo, o mestre do breakbeat com pitadas reggae, divide com com o Aquasky a produção da track. Rewind. Jamaica Hi-Fi #2 illegal dub - dub trio (06) me done - ari-up (05) worries in the dance - frankie paul (83) his imperial majesty - rod taylor & capleton (06) chezedek - inna di road (06) kung fu version - upsetters (74) yabba yabba yabba - alpha & omega (04) life is worth... - root 70 (06) lets push things forward - the streets (02) yemen cutta connection dub - black star liner (00) Hardcore?! Que porra é essa??!! Hahahahaha. Olha, a culpa é toda do mestre Maurício Valladares, vascaíno sangue bom, que fica botando essas coisas pra tocar no programa dele. Ou melhor, no programa da gente, o Ronca-Ronca. O som do Dub Trio (um dos parceiros do Mike Patton, ex-Faith No More, em seu mais recente projeto, o Peeping Tom) não é nada novo. Bad Brains e algumas bandas do pós-punk inglês já faziam isso. Mas que é divertido, é. Sem dúvida. "Illegal Dub" é o nome da música. Aliás, muito bom esse nome. Dá até pra fazer um paralelo com o som que eles fazem. A próxima faixa é da Ari-Up, uma "original veteran", como ela se auto-intitula na letra. Sabe porque? Ari comandava o The Slits, uma das bandas dos pós-punk a que eu tava me referindo acima. "Me Done" é uma das melhores faixas de "Dread More Dan Dead", disco lançado ano passado pela alemã Collision. A Medusa (apelido ganho em função dos seus dreads absurdamente mega gigantescos) já gravou vários sons com a On-U Sound (New Age Steppers), lendária gravadora do Adrian Sherwood - nome que você leu na coluna passada e que ainda vai ler muitas vezes por aqui. "Worries in the dance", do Frankie Paul, é uma das tracks mais importantes da primeira fase do dancehall jamaicano, 80-85. É um perfeito resumo da situação da ilha naqueles tempos. As gangues, que antes funcionavam estritamente como matadoras de aluguel mediante o interesse dos principais partidos políticos, passaram, depois das eleições de 1980 e da entrada da cocaína na jogada, a ficar muito mais violentas. O curioso é que a produção da música, de 83, é do Henry "Junjo" Lawes, um badbwoy de verdade, maior trafica! Só na Jamaica mesmo... Junjo é o rei do dancehall rub-a-dub. Produziu música de Deus e o mundo ("Police in helicopter", "Gunman", "Bounty Hunter", "Pass the tu sheng peng", "Diseases", "Firehouse rock", "Wa do dem", "Zungguzunguzungguzeng") e podia ter sido maior que o King Jammy, não fosse sua prisão nos EUA e o balaço que o matou em Londres. Essa mix é muito mais cabulosa do que uma que circula no mercado. Cheia de sirenes, tiros, latidos. Preciso disso em 7¿. Rápido. As próximas duas músicas têm uma história parecida. Ambas vêm de sons clássicos que não renderam futuros riddims, o que é a coisa mais natural do mundo. Nem toda linha de baixo se eterniza, filosoficamente falando. Mas, eis que em 2006, "Jah Love" ("Warn the nation"), uma das melhores do Yabby You, ganha um montão de versões. A melhor delas é essa aí: "Inna di road", do Chezedek. Que voz, maluco, que voz. Como diz uma amiga minha de São Paulo, AFF!!! É o mesmo caso de "His Imperial Majesty", do Rod Taylor, que ganhou vida nova com o H.I.M riddim, cortesia de um label suíço. Escolhi uma que sampleia o vocal original do Taylor e acrescenta a voz rascante do Capleton. The Upsetters! Que eu saiba, Kung Fu Man é a única gravação do Linval Thompson com o Lee Perry. Mas o som que a gente vai ouvir é o dub, "Kung Fu Version". Perry (assim como todo bom jamaicano) é fanático por cinema, basta ver algumas capas dos seus discos, imitações de posters de filmes de western spaghetti e pancadaria. Li uma entrevista com o Russ D (Disciples) um tempo atrás, em que ele dizia que a cena inglesa tá numa fase mais ortodoxa, com muitos vocais vindo dos bastiões do roots jamaicano e dubs sem inspiração, praticamente versões instrumentais da original .Mas o mais importante, segundo ele, era a diminuição do número de steppers (batida militar pesadona, bem rápida) em função do aumento do número de one drops (extremo oposto do stepper, é a batida mais conhecida do reggae). O penúltimo disco do Alpha & Omega confirma essa história. É cheio de participações especiais (Isaacs, Perry, Professor) e tem som mais acessível, não tão dark como em outras gravações. Mas, quer saber? É um dos melhores da carreira dos caras. Vamos de "Yabba Yabba Yabba", dub de "Who Am I To Judge", do Bunny Lie Lie, outro veterano da Jamaica. O alemão Burnt Friedman é um sujeito pra lá de talentoso. Participa de um sem número de projetos, todos eles interessantíssimos e nada convencionais. Destaco a obra-prima de 2003 Can´t Cool, junto dos Nu Dub Players, e sua parceria com o baterista da lendária banda alemã Can, Jaki Liebezeit. Esse som,"Life is worth', foi tirado de um disco de reinterpretações orgânicas de alguns temas de Friedman. São remixes às avessas, eu diria. Quem comanda tudo isso é o clarinetista Hayden Chisholm, eventual colaborador de Friedman e líder do consagrado quarteto de jazz Root 70. Sonzinho pra ouvir na horizontal, numa nice. Que beleza. You say that every thing sounds the same / Then you go buy them! / There's no excuses my friend / Let's push things forward. Acho que fui o único cara que amou o show do Mike Skinner A.K.A The Streets num Tim Festival desses. Maior falação, gente de costas, vaias. Talvez seria diferente se o cara viesse hoje, vai saber. Se bem que neguinho também não deu muita bola pro Dizziee Rascal (que faz um som mais ou menos parecido) no ano passado. Outro showzão. Black Star Liner é o nome da compania naval fundada pelo pan-africanista Marcus Mosiah Garvey, peça fundamental na história do rastafarianismo. Garvey pretendia levar de navio os negros da diáspora de volta à África, sua terra natal. Isso lá pelos anos 20. Black Star Liner também batiza um projeto de música eletrônica com toques árabes. Meio Asian Dub Foundation na essência, só que sem a pegada d&b e os vocais ragga/hip-hop. E sem o sucesso, diga-se de passagem. A última vez que ouvi falar no Black Star Liner foi por causa de um remix de 2003 que eles fizeram pra "Do you love my music dub", dubversão do Prince Jammy prum som do Horace Andy. Tenho isso em 12" e toco direto nas festas. O nome da música é "Yemen Cutta Connection Dub". Rewind. Jamaica Hi-Fi #3 hotter reggae music - welton irie (79) righteousness - starky banton (01) free the people - i wayne (05) mambo el kingston - red astaire (06) scatta head dub - zenzile & femi kuti (99) quante jubila - singers and players feat. prince far I (83) wise blood - primal scream (97) jah light jah love dub - vibronics feat. boney l (99) original - leftfield (95) wires and watchtowers - thievery corporation feat. sista (05) Na boa. Se não fosse pela inglesa Blood And Fire, a chance de ouvir aqui Welton Irie e sua "Hotter reggae music" seria praticamente nula. A gravadora comandada por Steve Barrow e bancada pelo Simply Red Mick Hucknall, iniciou no início dos 90 o boom dos selos especializados no relançamento das pepitas mais valiosas entre os colecionadores. Na cozinha e na produça dessa versão de "Baltimore", do Tamlins, música que ganhou fama em 77 na voz de Nina Simone, Sly & Robbie mostram porque são os donos do groove. Repara só no flow animal tipo Sugarhill Gang do Welton Irie. Na seqüência, um Banton que não é o Buju, o Burru e, apesar de também ser inglês, o Pato. A volta dos temas culturais nas letras com o fim dos anos 80, acabou inspirando os ingleses a fazer o mesmo. Os pioneiros foram Chukki Star (pela Ariwa) e Starky Banton (pela Fashion), e é desse último que vamos ouvir "Righteousness". Uma pena que seja tão difícil de ouvir Starky Banton, um artista talentoso e pra lá de obscuro. Já não se pode dizer o mesmo de Chukki Star, figurinha fácil em alguns dos riddims mais bombados da Jamaica, como o nu roots "World jam" e o dancehall "Red Bull and Guiness". Quando o nome I Wayne vem escrito no rótulo do compacto, é porque a coisa é boa. O cara começou a bombar na Jamaica e resto do mundo com "Can´t satisfy her", melhor cut do riddim "Jungle Father Rock". Quando fui pra Jamaica em 2004, esse som e a versão da Tanya Stephens para o Doctor Darling riddim eram as mais tocadas, ouvia quase sem parar. "Free the people" ("Save the world" riddim) é ótima, nu roots de primeira qualidade. E ainda tem uns efeitinhos, algo um tanto raro nas produças atuais jamaicanas. Toquei o sueco Freddy Cruger na Hi-Fi #1. Só que agora a gente vai ouvir seu alter-ego Red Astaire. "Mambo el Kingston" é um mash up rasta excêntrico do GAMM, selo especializado nesse tipo de mistura. Ragga com música latina; reggae com soul; salsa com hip-hop; gospel com afro; Curtis Mayfield com house Tudo é possível pros suecos do GAMM. "Scatta head dub"é um dub do Femi Kuti, filho do Fela, feito pelos franceses do Zenzile. Quem nunca ouviu a família nigeriana Kuti, tem que ouvir correndo. Vai por mim que você não vai se arrepender. A França é um dos países mais interessantes da cena européia. Se fizesse um ranking dos mais tops, talvez os colocasse ocupando o terceiro lugar, atrás da Inglaterra e Alemanha. Ou no quarto, não sei, tem a Áustria também. Bom, chegou à hora da "voz de trovão" do Prince Far I. O que significa que as coisas vão ficar um pouco sinistras por aqui. Suas músicas, principalmente as gravadas na companhia de Adrian Sherwood (olha ele aí de novo), caso de "Quante jubila", são pra pouquíssimos. O bagulho é heavy, meu amigo. Heavy. O gigante Far I (ambos os sentidos) é mais um que engrossa a (enorme) lista de músicos assassinados na Jamaica. Tomou um balaço, de bobeira, em 83. Coladinho em "Quante Jubila", Primal Scream. Ué, mas os caras não tocam rock?! - você deve tá se perguntando. Tocam. Mas como ingleses espertos que são, misturam a guitarrada com eletrônica e, vez ou outra, com dub. "Wise blood" pertence a Echo Dek, uma dubversão Sherwoodiana de Vanishing Point, disco original do Primal. Com o Far I sampleado, a desorientação sonora beira a perfeição. Graças ao seu trabalho à frente do selo Scoops, Steve Vibronics é, cada vez mais, destaque na cena inglesa. Nunca deixo de tocar pelo menos um dos seis ou sete singles que tenho deles. Mas "Jah light Jah love" é mais antiga, 99, um dos primeiros lançamentos do Deep Root, braço stepper do Universal Egg, do Zion Train. Sobre o ZT eu falo depois. Quem me conhece sabe o que eles representam pra mim. "Original". Formado em 89, o finado Leftfield foi um dos primeiros - ali, coladinho no Massive Attack, Rockers Hi-Fi e Dreadzone - a misturar dub com eletrônica, resultando num híbrido poderoso. O duo inglês formado por Paul Dailey e Neil Barnes era reconhecido como uma das bandas que mais tocavam alto ao vivo. Reza a lenda que no seu primeiro show, boa parte da platéia pediu o dinheiro de volta por causa do barulho. Anos depois, em Londres, parte do teto do lendário Brixton Academy foi abaixo. Deve ter sido por isso que seguraram o volume do show no Free Jazz. Leftism, de 95, e Rhythm And Stealth, de 99, são dois clássicos da dance music. E estão rechaeados de dubtronics memoráveis. Podem falar a vontade do Thievery Corporation. Que já foi bom, que é pop, que é uma merda, sonzinho de play... Mas quando eles usam (e abusam) das suas influências jamaicanas - a seção de discos de reggae do escritório/estúdio deles, uma casa em Washington com jeitão de mal assombrada, é de dar inveja - o resultado é excelente. Daria pra montar, fácil, um cdzinho só com os dub houses, os dub remixes (tem um do Black Uhuru que é matador), os dub reggaes e os dub raggas dos caras. De "38.45" à "Wires and Wachtowers" e "Originality", gravado com a Sister Nancy. Considero o Thievery peça fundamental na popularização do dub. Mesmo que você não ache o som grandes coisas, há de se considerar que o sucesso deles abriu as portas pra muita gente. E a cabeça pra tantas outras. É bacana ver um projeto como esse, de tantas influências diferentes (quase uma discoteca world music com beats eletrônicos), abraçar a música jamaicana com tanta propriedade. Vejo vocês no Tim, Thievery. Rewind. chicodub ecos: Domingo, Novembro 12, 2006 ............................................................ Vambora? ![]() chicodub ecos: ............................................................ Bionic DJ
Texto antigo - setembro 05 Engraçado. Cada vez que ouço a nova guarda jamaicana - Lutan Fyah rulez, Jah Mason rulez, Fita Warri rulez - passo a gostar mais e mais dos old school deejays. E entre eles, o Ranking Joe é, fácil, o meu preferido. Membro da escola U-Roy, o Bionic DJ (apelido que ganhou por causa da capacidade de cantar/falar muito rápido) está em ótima fase atualmente. Apesar de não ser tão consagrado como um Big Youth, um Yellowman e outros, Ranking Joe é um dos mais prolíficos do pessoal das antigas. Aí vão cinco motivos (atuais) pra você também passar a reverenciar o cara. 1. Dub Side Of The Moon O toast do Ranking Joe em "Time" e em sua versão, "Step it Pon The Rastaman Scene", ajudaram a botar o Ranking Joe de novo no mapa. Tá certo que a coletânea Zion High, da Blood And Fire, também contribuiu. Pra quem quer ouvir algo mais antigo do cara, essa coleta é um bom começo, especialmente nos toasts que ele faz em cima de "Rent Man" e "Wood For My Fire", duas músicas do Black Uhuru pré-Island que são de chorar de tão boas. 2. Drifter inna Warrior Style Como o nome já diz, é em cima do Drifter riddim. A produça é do grande Jah Warrior, UK style dos bons. "From the day/Iknow myself/I've been deejaying reggae music." Heavy, heavy, heavy. 3. Ganja Pipe Em cima do Heavenless riddim, numa versão da Education Records com mix do Phillip Smart, discípulo do King Tubby. Sem comentários. 4. Heartbeat Fade Away riddim na versão da francesa Heartical Records. Esses franceses são sinistros. Todos os 7" deles são gravados pelo Basque Dub Foundation com mixes do Dougie Wardrop da Conscious Souds, também UK style dos bons. Um pouquinho de lovers rock porque ninguém é de ferro. 5. Tudo que o Ranking Joe vem gravando com o Ryan Moore aka Twilight Circus "Don't Follow Babylon" e "World In Trouble" são os grandes destaques do álbum com o nome desta última. Mas são os remixes delas que eu venho tocando já há algum tempo. Juntar o produtor mais foda do momento com o deejay mais foda dá nisso. Covardia. Pow! chicodub ecos: Quinta-feira, Novembro 09, 2006 ............................................................ ... ![]() chicodub ecos: Quarta-feira, Novembro 08, 2006 ............................................................ Top 10 Ranking Joe* Missão das mais árduas essa. Mas vamo lá: 10 - "Weakheart Fadeaway" 9 - "Shaka Zulu" 8 - "Step it pon the rastaman scene" 7 - "Fussing and fighting" (com o Tristan Palma) 6- "Drifter inna warrior style" 5- "Rent man style" 4- "Me No Love Wa Gwan" 3- "Original Rastaman" 2- "Wood for my fire" 1- "Don't Follow Babylon" * sem ordem de preferência chicodub ecos: Terça-feira, Novembro 07, 2006 ............................................................ Ranking Joe
Calma que o Bionic DJ já tá chegando! Até o dia do show, 14/11, vou colocar aqui no blog algumas infos desse que é O toaster da Jamaica. chicodub ecos: Sexta-feira, Novembro 03, 2006 ............................................................ Hoje! Sensorial Sistema de Som fazendo remixes ao vivo do cd 3 sessions in a greenhouse de Lucas Santtana e Seleção Natural. Sexta dia 03/11 20 horas. Rua Pacheco Leão, 894 - Horto. chicodub ecos: Quinta-feira, Novembro 02, 2006 ............................................................ Jamaica Hi-Fi // novembro 2006 -- Jamaica Hi-Fi com Chicodub + Interferência Sistema de Som + DJ Dani Roots (África XXI / Roots Combo) quinta, 9 de novembro, a partir das 23h R$ 15 // R$ 12 (c/ flyer) // R$ 8 (mandando email para chicodub@gmail.com ) Fosfobox Siqueira Campos 143 loja 22a // 2548 7498 info@fosfobox.com chicodub ecos: |